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Campeonato Nacional de Futebol arranca hoje com 12 equipas na corrida do título

A época 2025-2026 do Campeonato Nacional sénior masculino começa com 12 equipas e um formato tipo Champions League: cinco? não, seis jogos por equipa. Final a 4 de julho.

O Campeonato Nacional de Futebol, sénior masculino, abre hoje a época 2025-2026 com 12 equipas à procura do título. A ronda inicial distribui-se pelo arquipélago ao longo de sábado e domingo.

Disputado sob um formato mais próximo da UEFA Champions League — uma liga única com 12 clubes, onde cada equipa realiza seis jogos contra seis adversários diferentes (três em casa e três fora) — o torneio coloca frente a frente os campeões regionais e ainda um representante extra do Sal.. No total, além das 11 equipas campeãs das diferentes regiões desportivas, entra o Académico do Aeroporto do Sal, que ficou em segundo no campeonato da ilha, garantindo presença por via do regulamento.

O Grupo Desportivo Palmeira, do Sal, chega como detentor do título.. E a pergunta surge logo: conseguirá a equipa revalidar o que conquistou na época transata?. Para o Palmeira, o desafio ganha ainda mais peso porque a competição voltou a exigir consistência desde cedo, já que não há uma fase de grupos tradicional a “absorver” instabilidades: são seis jogos e a classificação depende do conjunto de resultados.

A lista de participantes inclui, do lado do Norte e do Centro do arquipélago, União Desportiva de Santo Crucifixo (Santo Antão Norte) e Associação Académica do Porto Novo (Santo Antão Sul), além do Clube Sportivo Mindelense (São Vicente).. De São Nicolau entra o Sport Clube Atlético (Ribeira Brava–São Nicolau), enquanto na Boa Vista aparece o Sport Clube África Show.. No Maio, é o Clube Desportivo Onze Unidos quem representa; no Fogo, o Cutelinho Futebol Clube.. Já Santiago traz o Scorpion Vermelho (Pedra Badejo, Santa Cruz–Santiago Norte) e, na Praia, o Boavista Futebol Clube da Praia.. A Brava fecha o lote com o Clube Desportivo Benfica Nossa Senhora do Monte.

O torneio encerra com a grande final marcada para o dia 04 de julho, no estádio João Serra, em Ponta do Sol, na ilha de Santo Antão.. Até lá, a liga única impõe um ritmo exigente: cada jornada pode mexer na tabela, mas também pode começar a construir trajetórias que nem sempre são lineares.. Em competições deste tipo, o calendário costuma punir quem perde pontos em jogos “aparentemente acessíveis”, sobretudo quando as deslocações pesam.

Na primeira jornada, o arranque já começa com quatro partidas ao longo do dia 25 de abril, todas às 16h.. No Estádio Marcelo Leitão, em Espargos (Sal), o Académico do Sal recebe o Benfica da Brava.. O Scorpion mede forças com o Palmeira no Estádio 25 de Julho, em Santa Cruz (Santiago).. Em Santo Antão, a Académica do Porto Novo joga em casa, no Estádio do Porto Novo, frente ao Atlético.. Mais a leste, na Boa Vista, o África Show recebe o Cutelinho do Fogo no Estádio Arsénio Ramos, em Sal Rei.

No dia 26 de abril, a primeira ronda continua com três jogos. Às 16h, o Onze Unidos enfrenta o Mindelense no Estádio Dau d’Segunda, em Porto Inglês (Maio). Mais tarde, às 15h, o Santo Crucifixo defronta o Boavista da Praia no Estádio João Serra, em Ponta do Sol (Santo Antão).

Há uma memória recente que pesa sobre esta edição.. Na época 2024-2025, o Palmeira foi campeão nacional ao vencer o Boavista da Praia por 4-3 nas grandes penalidades, depois de um empate sem golos (0-0) no prolongamento da final, disputada no Estádio Adérito Sena, em São Vicente.. É um tipo de desfecho que costuma marcar equipas e adeptos: reforça a ideia de que detalhes — disciplina, eficácia e gestão emocional — podem decidir campeonatos inteiros.

E esta temporada já traz um marcador claro: as duas equipas que discutiram o título na época passada voltam a encontrar-se na sexta e última jornada da fase de liga, agendada para o fim de semana de 13 e 14 de junho, às 16h.. Antes desse momento, porém, o campeonato vai ser construído jogo a jogo, e o que importa é manter regularidade num formato que não perdoa quedas cedo.

Para os adeptos, o impacto é imediato: ver o campeonato a percorrer ilhas e localidades diferentes transforma cada jornada num ponto de encontro, mas também num teste logístico e de energia para clubes e jogadores.. Para a competição, a aposta no modelo “liga única” aumenta a competitividade e aproxima o torneio de um padrão onde cada resultado tem peso semelhante — e onde a corrida ao título pode ser definida tanto por vitórias quanto por como se reage aos empates e aos jogos grandes.