Queiroz iguala Milutinović e mira o recorde absoluto

Queiroz iguala – Carlos Queiroz chegou à Copa do Mundo de 2026 para comandar Gana contra o Panamá e, com isso, igualou o feito histórico de Bora Milutinović: cinco participações consecutivas em edições do Mundial. Aos 73 anos, o técnico português só está a um passo do recorde
Quando a partida de estreia de Gana na Copa do Mundo de 2026 começa. Carlos Queiroz já chega carregando uma marca rara. Aos 73 anos. o técnico português comanda a seleção ganense na madrugada desta quinta-feira contra o Panamá — e. ao estar no Mundial pela quinta vez consecutiva. ele entra num grupo de elite de treinadores que vivem a história do torneio geração após geração.
Queiroz igualou um feito histórico ao disputar a Copa do Mundo pela quinta edição consecutiva. O técnico sérvio Bora Milutinović foi o primeiro a alcançar esse número. comandando cinco seleções diferentes em cinco edições consecutivas do Mundial entre 1986 e 2002. Agora, Queiroz acompanha esse caminho.
A contagem do português passa por uma sequência que começou há mais de uma década e meia. Em 2010, ele comandou Portugal. Depois, participou de três Copas seguidas com a seleção do Irã: 2014, 2018 e 2022. A estreia de Gana na Copa do Mundo de 2026 contra o Panamá completa a sequência que faz o recorde ficar. pela primeira vez. tão perto de um novo capítulo.
Ele conseguiu igualar Milutinović. mas ainda tem um degrau a menos para chegar ao recorde absoluto de participações por um técnico. Esse número pertence ao brasileiro Carlos Alberto Pereira, que participou de seis edições diferentes da Copa do Mundo. Ou seja: a diferença entre Queiroz e a marca máxima está em apenas um Mundial.
Existe também um detalhe que deixa a história mais tensa. O nome de Queiroz nem aparecia entre os candidatos a comandar uma seleção na Copa do Mundo de 2026 alguns meses atrás. Isso depois de ter ficado fora dos holofotes após a última experiência com a seleção de Omã. A queda do técnico para longe das manchetes parece ter durado pouco.
Em abril passado, a Federação Ganaense decidiu dar a ele uma nova chance. O ponto de virada foi a demissão do técnico anterior. Otto Addo. motivada por resultados considerados pouco convincentes nos amistosos. O efeito dessa decisão foi direto: a trajetória do português renasceu no maior palco do futebol mundial. com Gana agora sob seu comando na primeira partida do torneio em 2026.
A sequência é clara: Queiroz construiu um caminho longo entre seleções diferentes. igualou um recorde que poucos alcançaram e voltou ao centro do palco depois de uma fase de apagamento. E. ao mesmo tempo. o calendário ainda guarda algo a mais — porque o recorde absoluto ainda exige um Mundial a mais para ser alcançado.
Agora, enquanto Gana entra em campo contra o Panamá, o que fica não é apenas a estatística. É a promessa silenciosa de que, quando a carreira parecia ter passado do ponto, o técnico voltou a escrever história — e já sabe exatamente o tamanho do passo que falta.
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