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Portugal destaca-se com alta taxa de emprego jovem na UE

Portugal regista uma das taxas de emprego mais elevadas da União Europeia entre os 25 e os 29 anos, superando a média comunitária, apesar de manter cargas horárias acima da média europeia.

A força de trabalho jovem em Portugal mostra sinais de robustez, colocando o país na sétima posição da União Europeia no que toca à empregabilidade de cidadãos entre os 25 e os 29 anos.

Dados recentes analisados pela Misryoum revelam que a taxa de emprego neste grupo etário nacional situa-se nos 82,8%, um valor significativamente superior à média europeia, que se fixa nos 76,9%.

Este desempenho é particularmente relevante se considerarmos que, ao nível geral da população ativa entre os 20 e os 64 anos, Portugal ocupa o 12.º lugar no bloco europeu, com uma taxa de 79,6%.

Esta performance positiva dos jovens adultos no mercado laboral português sugere uma integração mais dinâmica das novas gerações, mitigando parte da pressão demográfica que afeta outras economias europeias.

Contudo, o cenário laboral português apresenta contrastes notáveis, nomeadamente no tempo dedicado ao trabalho.. Com uma média de 39,7 horas semanais, Portugal encontra-se entre os países da União Europeia com a carga horária mais exigente, sendo apenas superado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária.

Enquanto nações como os Países Baixos ou a Alemanha optam por uma maior prevalência do trabalho a tempo parcial, o modelo português continua a pautar-se por horários alargados, o que acaba por elevar a média de horas trabalhadas por semana muito acima das 37 horas observadas no conjunto da União Europeia.

Um dado curioso é a inversão da tendência europeia no que toca aos trabalhadores estrangeiros.. Enquanto na média dos 27 países da UE os nacionais apresentam taxas de emprego superiores aos estrangeiros, em Portugal a lógica inverte-se, com os estrangeiros a registarem uma taxa de 79,8% contra 79,6% dos nacionais.

Esta dinâmica reflete a dependência do mercado interno face à mão de obra estrangeira, essencial para sustentar os níveis atuais de emprego em diversos setores da economia nacional.

No que diz respeito à igualdade de género, Portugal segue a tendência europeia, ainda que com uma disparidade mais contida.. A diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho nacional é de 5,4 pontos percentuais, um fosso consideravelmente menor do que o observado em países como a Itália ou a Grécia, onde esse hiato ultrapassa os 15 pontos.

A resiliência do mercado de trabalho português, manifestada na alta taxa de ocupação dos jovens, serve como um barómetro importante para avaliar a saúde económica do país perante os desafios de competitividade europeus.