Arsenal recebe Burnley e mira título após 22 anos

O Arsenal recebe o Burnley no Emirates Stadium nesta segunda-feira (18), pela 37ª rodada da Premier League 2025/26.
Os Gunners lideram a tabela com 79 pontos, dois à frente do Manchester City, e podem ficar muito próximos do primeiro título inglês em 22 anos.
Para isso, precisam vencer em casa e torcer para que o City não supere o Bournemouth na rodada seguinte.
Do outro lado, o Burnley chega sem pressão competitiva após o rebaixamento confirmado em abril, justamente depois da derrota por 1 x 0 para o Manchester City em Turf Moor.
Os Clarets somam apenas 21 pontos na campanha, com quatro vitórias em 36 partidas, e encerram a temporada sob comando interino de Mike Jackson após a saída de Scott Parker no fim de abril.
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O Arsenal vive o momento mais importante de sua temporada e, possivelmente, de sua história recente.
Faltam apenas dois jogos para encerrar uma espera de 22 anos pelo título da Premier League, e o calendário oferece um cenário favorável: enfrentar o Burnley, já rebaixado, em casa, antes do duelo contra o Crystal Palace, fora, enquanto o adversário londrino divide atenções com a final da Conference League diante do Rayo Vallecano.
A vantagem de dois pontos sobre o Manchester City mantém o time de Mikel Arteta em total controle da disputa.
A campanha dos Gunners impressiona sobretudo pela consistência defensiva.
O Arsenal sofreu apenas 26 gols na temporada, melhor marca da Premier League, e somente 11 deles no Emirates Stadium.
Das 24 vitórias conquistadas na liga, 16 vieram sem sofrer gols.
O número chama atenção quando comparado ao de 2023/24, última vez em que o clube havia alcançado tal marca.
Sete dessas vitórias terminaram em 1 x 0, algo que só ocorreu mais vezes na temporada 1998/99.
A última derrota do Arsenal em seu jogo final como mandante na Premier League aconteceu em 2010/11, quando perdeu por 2 x 1 para o Aston Villa.
Desde então, o clube soma 12 vitórias e dois empates nessa situação.
O retrospecto contra equipes já rebaixadas também reforça o favoritismo: os Gunners venceram os dez jogos disputados nessas circunstâncias na era Premier League, mantendo aproveitamento perfeito.
A vitória por 1 x 0 sobre o West Ham na rodada passada exemplificou o perfil da equipe nesta reta decisiva.
Leandro Trossard marcou aos 83 minutos, e o gol de empate de Callum Wilson nos acréscimos acabou anulado pelo VAR após falta de Pablo sobre David Raya.
A tensão do lance e a resistência defensiva resumem bem o Arsenal atual: um time pragmático, eficiente e mentalmente sólido mesmo quando não apresenta seu melhor futebol.
O Burnley, por outro lado, entra nos momentos finais de uma temporada decepcionante.
Com apenas quatro vitórias e 37 gols marcados em 36 rodadas, os Clarets ocupam a 19ª colocação, 58 pontos atrás do líder Arsenal.
A última vitória na Premier League aconteceu em 11 de fevereiro, quando derrotaram o Crystal Palace por 3 x 2 fora de casa.
Desde então, a equipe acumulou oito derrotas e um empate em nove jogos, marcando apenas quatro gols nos últimos cinco compromissos.
O desempenho como visitante traduz bem as dificuldades da campanha.
Desde 2014/15, em nove temporadas na elite inglesa, o Burnley venceu apenas duas vezes seu último jogo fora de casa no campeonato.
O elenco mostrou limitações técnicas para o nível exigido pela Premier League, e o rebaixamento confirmado naturalmente reduziu o nível de competitividade da equipe, embora alguns jogadores, como Zian Flemming, ainda busquem afirmação individual visando o futuro.
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O retrospecto do Arsenal contra o Burnley na Premier League é amplamente favorável aos Gunners.
Em 19 confrontos, o clube londrino soma 14 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, justamente o surpreendente 1 x 0 sofrido no Emirates Stadium em dezembro de 2020, decidido por um gol contra de Pierre-Emerick Aubameyang.
Outro dado impressionante reforça essa superioridade: o Burnley jamais marcou mais de um gol em uma partida contra o Arsenal pela Premier League.
Em 19 jogos, os Clarets balançaram as redes apenas nove vezes, média de 0,47 gol por confronto, refletindo as dificuldades históricas da equipe diante da organização defensiva dos Gunners.
O encontro do primeiro turno desta temporada, disputado em 1º de novembro, terminou com vitória do Arsenal por 2 x 0 em Turf Moor.
Viktor Gyokeres abriu o placar aos 14 minutos, de cabeça, após escanteio cobrado por Declan Rice e desviado por Gabriel.
Rice ampliou aos 35, também pelo alto, concluindo um rápido contra-ataque iniciado por Leandro Trossard.
O Burnley não acertou nenhum chute no alvo durante o primeiro tempo e só ameaçou em um chute na trave de Marcus Edwards já nos acréscimos.
Além disso, o Arsenal está invicto há 44 partidas consecutivas no Emirates Stadium contra equipes recém-promovidas, sequência iniciada em novembro de 2010.
Nesse período, foram 39 vitórias e cinco empates, números que reforçam ainda mais o favoritismo dos londrinos para o confronto desta segunda-feira.
A principal baixa do Arsenal é Ben White, que sofreu uma lesão no ligamento colateral medial do joelho direito após uma dividida com Crysencio Summerville durante a vitória sobre o West Ham.
A temporada do lateral-direito inglês está encerrada, e há dúvidas sobre sua presença na Copa do Mundo.
Arteta afirmou que o jogador precisará de “muitas e muitas semanas” de recuperação.
Riccardo Calafiori foi substituído no intervalo da partida contra o West Ham devido a um problema físico não especificado.
Arteta afirmou não saber se o italiano terá condições de atuar, embora espere que não seja nada grave.
Caso ele fique fora, Piero Hincapié deve assumir a lateral esquerda, como já aconteceu no segundo tempo em Londres.
Jurrien Timber está afastado desde meados de março por conta de uma lesão na virilha que não respondeu como esperado ao tratamento.
O holandês apresentou leve evolução nos últimos dias, mas sua participação contra o Burnley segue improvável.
O foco do Arsenal é tê-lo disponível para a final da Champions League diante do PSG, marcada para 30 de maio.
Mikel Merino continua fora após a cirurgia no pé realizada em fevereiro.
O meio-campista não enfrenta o Burnley, embora ainda não tenha sido descartado da decisão europeia.
O Arsenal não possui jogadores suspensos para a partida.
Martin Odegaard, que entrou muito bem contra o West Ham e deu a assistência para o gol de Leandro Trossard, ganha força na disputa por uma vaga entre os titulares.
Provável escalação do Arsenal (4-2-3-1): David Raya; Cristhian Mosquera, William Saliba, Gabriel e Piero Hincapié; Declan Rice e Myles Lewis-Skelly; Bukayo Saka, Martin odegaard e Leandro Trossard; Viktor Gyokeres.
Técnico: Mikel Arteta.
O interino Mike Jackson confirmou que praticamente todo o elenco do Burnley está à disposição, mas com algumas ressalvas.
Hannibal Mejbri sofreu um problema muscular na coxa durante o empate por 2 x 2 com o Aston Villa e será avaliado momentos antes da partida.
Jackson afirmou que “virtualmente todos estão aptos, mas a decisão sobre Hannibal será tomada mais perto do jogo”.
Connor Roberts também está fora.
O lateral galês atuou por 45 minutos pela equipe sub-21 na final da Premier League Cup contra o Sunderland, avançando em sua recuperação de problemas no pé e no tendão de Aquiles que o afastam desde julho de 2025, mas ainda não reúne condições de atuar pelo time principal.
Josh Cullen, com lesão no joelho, e Jordan Beyer, com problema na posterior da coxa, seguem como desfalques de longa duração e não estarão disponíveis para esta rodada.
O Burnley não possui jogadores suspensos, e Mike Jackson pode aproveitar o cenário sem pressão competitiva para dar minutos a jovens da base, já pensando no planejamento para o Championship da próxima temporada.
Provável escalação do Burnley (4-3-3): Max Weiss; Kyle Walker, Axel Tuanzebe, Maxime Estève e Lucas Pires; Florentino, Lesley Ugochukwu e Hannibal Mejbri; Loum Tchaouna, Zian Flemming e Jaidon Anthony.
Técnico: Mike Jackson.
Arteta está em sua sexta temporada completa no comando do Arsenal e vive o auge de seu projeto no clube.
Além de liderar a Premier League a duas rodadas do fim, já garantiu os Gunners na final da Champions League contra o PSG, marcada para 30 de maio, em Budapeste.
A decisão pode render ao Arsenal o primeiro título europeu de sua história.
O treinador espanhol acumula 60% de aproveitamento em 246 partidas à frente da equipe, mas o aspecto mais elogiado de seu trabalho nesta reta final tem sido a gestão emocional do elenco.
Na coletiva pré-jogo, Arteta destacou o momento vivido pelo grupo: “O time está muito presente.
Vivendo o momento.
O estado emocional é realmente bom.
Todos estão entusiasmados e positivos com a forma como podemos terminar a temporada”.
O desempenho coletivo também se reflete nas premiações individuais: Declan Rice, Gabriel e David Raya foram indicados ao prêmio de Jogador da Temporada da Premier League.
Mike Jackson volta a assumir o Burnley como interino em um contexto muito diferente daquele vivido em 2022, quando substituiu Sean Dyche e levou a equipe a três vitórias e um empate em quatro jogos, desempenho que lhe rendeu o prêmio de Treinador do Mês da Premier League.
Desta vez, porém, ele herdou um elenco já rebaixado e sem objetivos competitivos na temporada.
A derrota por 3 x 1 para o Leeds em sua estreia evidenciou as dificuldades da missão, embora o empate em 2 x 2 com o Aston Villa tenha mostrado alguma evolução.
O trabalho de Jackson neste momento é mais voltado à gestão do elenco e ao planejamento para o Championship 2026/27.
O treinador busca observar jogadores, dar oportunidades a jovens da base e encerrar a campanha da forma mais competitiva possível.
Diante do Arsenal, fora de casa e sem pressão por resultado, a tendência é que o Burnley adote uma postura mais cautelosa e conservadora.
O Arsenal deve manter seu habitual 4-2-3-1, com Declan Rice e Lewis-Skelly formando a dupla de meio-campo.
Aos 19 anos, Lewis-Skelly vem sendo uma das grandes revelações da temporada graças à capacidade de condução e aos movimentos pouco convencionais que executa na construção ofensiva, ajudando os Gunners a desmontarem linhas defensivas compactas.
Sem Mikel Merino, Arteta ainda avalia a possibilidade de utilizar Martin Odegaard no lugar de Eze para aumentar a qualidade do passe e da criação entre linhas.
A ausência de Ben White obriga Arteta a improvisar Cristhian Mosquera na lateral direita, apesar de o espanhol ser zagueiro de origem.
Caso Riccardo Calafiori também não reúna condições de jogo, Piero Hincapié assumirá o lado esquerdo da defesa.
Isso faria o Arsenal atuar com uma linha defensiva formada integralmente por jogadores que não são laterais naturais, abrindo possíveis espaços às costas, principalmente quando Bukayo Saka e Leandro Trossard fecham para o meio.
O Burnley pode tentar explorar esses corredores com a velocidade de Jaidon Anthony e Loum Tchaouna.
O Burnley de Mike Jackson deve atuar em um 4-3-3, com Florentino Luís como primeiro volante e Carney Chukwuemeka ao seu lado para reforçar a proteção defensiva.
O meio-campo dos Clarets oferece força física e capacidade de marcação, mas carece de criatividade ofensiva.
A tendência é de uma postura reativa, com bloco baixo e linhas compactas, entregando a posse ao Arsenal e tentando resistir o máximo possível antes de sofrer gols, apostando em contra-ataques pontuais.
O principal problema para os visitantes é enfrentar justamente uma das equipes mais eficientes da Premier League em jogos de posse dominante.
O Arsenal mantém média de 58% de posse de bola sob o comando de Arteta nesta temporada e transformou as bolas paradas em uma arma decisiva.
Os Gunners marcaram oito gols de escanteio nos primeiros dez jogos da liga, recorde histórico nesse recorte da competição.
Com Viktor Gyokeres, Gabriel Magalhães e William Saliba como referências aéreas, o jogo pelo alto representa um enorme desafio para a defesa do Burnley, especialmente para Tuanzebe e Estève, que não se destacam nos duelos aéreos dentro da área.
Arsenal x Burnley, Premier League 2025/26, odds 18/05, Ben White fora, Mike Jackson interino