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Aguiar Branco abre porta à extinção da Comissão Nacional de Eleições

O presidente da Assembleia da República admite discutir o futuro da Comissão Nacional de Eleições perante uma crise interna sem precedentes que envolve acusações de má gestão e bloqueios institucionais.

Isto numa altura em que o órgão que fiscaliza todos os atos de recenseamento e de eleições ou referendos se vê a braços com duas auditorias, bloqueio de dados financeiros e mais de mil processos pendentes.. Segundo o Observador, há desentendimentos entre os membros que compõem o órgão: cinco pessoas acusam o presidente da CNE José Carlos Trindade de alegado descontrolo financeiro e falta de transparência, recusando-se a participar em reuniões, enquanto os restantes cinco

membros defendem a liderança.. Representantes do Chega, PS, Iniciativa Liberal, Livre e PCP manifestaram total confiança no funcionamento do órgão, mas o presidente da Assembleia da República – a quem a CNE responde uma vez que sete dos 11 elementos que compõem o plenário são eleitos pelo Parlamento – tomou medidas.. José Pedro Aguiar Branco solicitou uma auditoria ao Gabinete de Controlo e Auditoria da Assembleia da República para averiguar o alegado descontrolo financeiro de

José Carlos Trindade.. Já o dirigente nega as acusações e pediu ele mesmo uma auditoria urgente ao Tribunal de Contas.. De acordo com o Observador, o presidente da Assembleia da República tenciona notificar o Ministério Público se forem encontradas irregularidades e não exclui discutir uma eventual extinção da CNE entre o Governo e os partidos com assento na AR, caso seja essa a recomendação do Gabinete de Controlo e Auditoria da Assembleia da República.

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