Uíge e Zaire em alerta após primeiro caso de varíola dos macacos

Angola confirma primeiro caso de varíola dos macacos nas províncias do Uíge e Zaire, desencadeando campanhas de vacinação e medidas de prevenção rigorosas.
A notícia foi avançada pela Rádio Nacional de Angola, que indica que o Uíge tem em curso uma campanha de vacinação para imunizar profissionais de saúde e os grupos mais expostos à doença, como o dos efectivos das Forças Armadas, da Polícia de Guarda Fronteira ou do Serviço de Migração e Fronteiras.. Para evitar ou travar esta doença, que, já em 2024 e 2025 atingiu Angola, são recomendadas pelas autoridades de saúde várias medidas preventivas,
como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou desinfectar com álcool gel, não caçar, nem comer a carne de macacos e roedores (ratos, camundongos e esquilos), e evitar a exposição directa com a carne e sangue destes animais.. É igualmente recomendado que seja evitado o contacto físico com pessoas que apresentem os sinais ou sintomas da doença.. A restrição abrange os materiais e utensílios usados por pessoas com sinais ou sintomas da doença,
entre os quais vestuário, roupas de cama, toalhas, pratos, copos e talheres.. Recomenda igualmente o uso de luvas e roupas apropriadas durante o manuseio dos animais, inclusive no procedimento de abate.. A doença manifesta-se tipicamente através de um conjunto de sintomas que progridem ao longo dos dias: A fase inicial é marcada por febre, dores de cabeça intensas, dores musculares e nas costas, arrepios e cansaço extremo.. Depois surgem o inchaço e aumento dos gânglios
linfáticos (pescoço, axilas ou virilhas), e erupção cutânea, com o surgimento de lesões ou bolhas na pele, que evoluem formando crostas antes de secar e cair No caso de alguns dos sintomas desta doença, as pessoas devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.. Ainda não há dados sobre o tipo estirpe da doença, mas se se tratar da “clade 1b”, detectada na República Democrática do Congo em Setembro de 2023 e mais tarde
em vários países vizinhos, pode ser facilmente transmitida por contacto próximo entre dois indivíduos, sem necessidade de contacto sexual, e é considerada mais perigosa do que a variante anterior.. Em 2022, a OMS declarou o mpox como emergência global depois de se ter espalhado para mais de 70 países que não tinham qualquer historial de contacto com o vírus até então, tendo afectado sobretudo homens homossexuais e bissexuais.. Antes disso, a doença foi sobretudo detectada
em surtos ocasionais na África central e ocidental quando as pessoas entravam em contacto com animais selvagens infectados.
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