Multa de R$ 1 milhão: ICMBio detalha punição a Carlinhos Maia

A polêmica envolvendo o influencer Carlinhos Maia e o ICMBio em Fernando de Noronha ganhou novos contornos esta semana. O órgão ambiental confirmou a aplicação de uma multa milionária, cravada em R$ 1 milhão, devido a cenas publicadas pelo criador de conteúdo onde aves marinhas da espécie *Fregata magnificens* apareciam sendo alimentadas com carne de churrasco. É uma situação, no mínimo, complicada — ou melhor, desastrosa para a imagem do rapaz.
Sabe, às vezes a gente esquece que o ambiente digital não é terra sem lei. O Misryoum apurou junto ao órgão que a infração, identificada após vídeos circularem no Instagram, ocorreu dentro de uma Área de Proteção Ambiental. O pessoal do ICMBio foi bem específico: a conduta de oferecer comida que não faz parte da dieta natural do animal é prejudicial, afeta a saúde do bicho e bagunça todo o equilíbrio ecológico da área. Um detalhe curioso, aliás, é que enquanto o amigo que efetivamente deu o alimento pagou R$ 5 mil, o valor do Carlinhos saltou para a casa do milhão. O cheiro de churrasco na beira do mar não deve ter sido nada agradável para o ecossistema local, né?
Carlinhos Maia, por sua vez, não deixou barato. Ele classificou a decisão como “absurda e arbitrária” e tentou se defender alegando que apagou o vídeo assim que soube da proibição. Mas, bom, a internet não perdoa e o rastro digital ficou. O cara ainda sugeriu que está sendo alvo de perseguição, o que é um argumento comum nesses casos de figuras públicas, não é? Ou talvez seja só a realidade batendo à porta mesmo.
O critério para o valor astronômico tem explicação técnica. O ICMBio informou ao Misryoum que pesou na balança o poder econômico do influencer e o fato de o conteúdo ter sido compartilhado para milhões de seguidores. Segundo o órgão, isso tem um potencial enorme de incentivar outras pessoas a repetirem o erro, o que é um pesadelo para qualquer gestor de conservação ambiental.
Agora, o processo segue seu fluxo burocrático, com prazos para defesa e possíveis encaminhamentos ao Ministério Público Federal. É uma daquelas histórias que começam com um post despretensioso e terminam em uma dor de cabeça jurídica sem tamanho. Se o influenciador vai conseguir reverter essa história ou se vai ter que abrir o bolso, ainda é uma incógnita. O tempo dirá, imagino.