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JPP critica contrato até 2030 de energia a fuelóleo pela EEM

Élvio Sousa diz que o contrato da EEM com a Atlantic Islands Electricity contraria a transição energética e mantém dependência de fuelóleo até 2030.

O presidente do JPP, Élvio Sousa, criticou este domingo o contrato de compra de energia elétrica celebrado entre a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM) e a Atlantic Islands Electricity (Madeira), considerando existir uma contradição entre o discurso do Governo Regional sobre transição energética e a prática governativa.. As declarações constam de um comunicado remetido hoje às redacções, no qual o líder do maior partido da oposição acusa o Executivo regional de manter uma política

energética dependente do fuelóleo, apesar das metas anunciadas para o aumento da produção de energia renovável.. Segundo Élvio Sousa, está em causa um contrato de compra de energia elétrica no valor de 161 milhões de euros, relativo à produção através de uma central a fuelóleo, alegando que o acordo prolonga até 2030 uma solução que, inicialmente, estaria prevista terminar em 2025.. “Se o Governo tem a meta de fazer subir a produção global de energia

verde, por que razão contratualizou por 161 milhões a compra de eletricidade produzida a fuelóleo até 2030?”, questiona o líder do JPP no comunicado.. O dirigente partidário questiona a opção do Governo Regional, defendendo que a decisão contrasta com os objectivos anunciados na área da energia verde.. No comunicado, o deputado refere ainda dados da Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), indicando que a produção anual de eletricidade de origem renovável se situa nos

36%.. Élvio Sousa sustenta também que o contrato representa um encargo significativo para as contas públicas e para consumidores e empresas, defendendo maior transparência, escrutínio público e parlamentar e uma redução progressiva da dependência de combustíveis fósseis.. O líder do JPP afirma ainda que uma alternativa governativa deverá assentar em “rigor financeiro, transparência e responsabilidade pública”, defendendo estudos de viabilidade económica e o reforço da capacidade da rede elétrica para acomodar microprodução de eletricidade.

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