João Lourenço impulsiona expansão da energia solar em Angola

O Presidente João Lourenço inaugurou a central fotovoltaica do Luau, reforçando o compromisso de Angola com a transição energética e o desenvolvimento industrial.
O progresso económico de Angola depende diretamente da capacidade do país em garantir infraestruturas energéticas sólidas e diversificadas para todas as províncias.
A inauguração da central fotovoltaica do Luau, localizada na província do Moxico, marca um passo decisivo nesta estratégia de expansão da energia solar no território nacional.
Durante o evento, o Presidente João Lourenço afirmou que o desenvolvimento industrial e o crescimento económico nacional estão intrinsecamente ligados ao acesso constante à eletricidade.. O Chefe de Estado reforçou que o Governo mantém o compromisso de levar energia a todo o país, combinando fontes hídricas, térmicas e renováveis para superar as limitações atuais.
Essa aposta nas energias limpas ganha relevância num cenário global de instabilidade nos preços dos combustíveis fósseis, tornando a autonomia energética via sol uma escolha estratégica para a sustentabilidade fiscal e ambiental do país.
Os novos parques solares, como o do Luau, já incorporam sistemas modernos de armazenamento em baterias. Esta tecnologia permite que a eletricidade seja distribuída de forma ininterrupta, garantindo fornecimento contínuo mesmo fora dos horários de pico solar.
O projeto instalado no Luau possui uma capacidade de 32,20 megawatts e opera com mais de 55 mil painéis solares. A expectativa é que a infraestrutura beneficie diretamente cerca de 20 mil famílias, totalizando mais de 100 mil habitantes que passam a contar com energia estável.
O Governo sublinhou ainda que, em regiões onde a rede nacional ainda não alcançou, o foco recairá sobre alternativas como parques solares isolados para promover a inclusão energética e elevar o bem-estar das comunidades mais afastadas dos centros urbanos.
Além do benefício direto às famílias, o Chefe de Estado aproveitou a ocasião para apelar à consciência pública sobre a preservação do património.. A proteção das infraestruturas contra atos de vandalismo é fundamental para assegurar a continuidade dos serviços essenciais e o retorno dos investimentos públicos.
Em última análise, a centralização de esforços na energia renovável reduz a dependência de combustíveis importados e estabelece as bases necessárias para a industrialização descentralizada de Angola.