França e Reino Unido articulam plano para destravar o Estreito de Ormuz

O clima anda pesado, daqueles de cortar com faca — sente-se o cheiro de café frio e tensão acumulada na sala de reuniões. Enquanto o mundo observa o tráfego parado no Estreito de Ormuz, França e Reino Unido decidiram mover as peças. Keir Starmer anunciou esta semana que Londres vai coorganizar uma cimeira para desenhar um plano multinacional, independente e coordenado. A ideia é básica: garantir que a navegação volte a fluir, focando no que acontece assim que o conflito chegar ao fim. Ou talvez não tão cedo, dado o histórico recente.
Mais de 40 nações foram chamadas para o debate. O objetivo é claro, pelo menos no papel: restaurar a liberdade de tráfego numa rota que, convenhamos, é a artéria vital do petróleo e gás global. Macron, lá do lado francês, enfatizou que esta tal missão multinacional tem de ser pacífica e, crucialmente, totalmente separada de qualquer uma das partes que estão hoje aos tiros no terreno. É uma linha tênue, eu sei, mas é o que temos para agora.
O caos começou mesmo no final de fevereiro. Os ataques preventivos entre EUA, Israel e Irão não só agitaram a região como paralisaram quase tudo por ali. Aquilo que era uma rota rotineira virou um pesadelo logístico. E as notícias não ajudam — as negociações que ocorreram no Paquistão, durante o fim de semana, basicamente foram para o espaço. Nada feito.
E agora?
Houve um momento de trégua, sabe? Estados Unidos e Irão chegaram a concordar com um cessar-fogo de duas semanas. Parecia um suspiro de alívio, mas a realidade bateu à porta rápido demais. O fracasso das conversas no Paquistão mostra que a desconfiança ainda é o sentimento que dita as regras. É difícil imaginar uma solução estável enquanto as cartas mudam de mão a cada hora, ou talvez a cada minuto.
A Misryoum tem acompanhado os desdobramentos de perto. É um vai-e-vem constante de diplomacia, reuniões de gabinete e comunicados oficiais que pouco dizem sobre a complexidade real da coisa. Resta saber se esse “plano coordenado” vai passar do papel ou se será apenas mais uma tentativa de enxugar gelo no meio de um conflito que parece não ter fim à vista. A gente continua aqui, de olho, mas sem grandes expectativas.