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Carnaval em maio e Moedas sem trocos: o que se passa?

Parece que o calendário anda um bocado baralhado por estas bandas. Enquanto a gente se habitua a planear a vida em função das estações, Torres Vedras resolveu agitar as águas e empurrar o Carnaval para maio. É uma daquelas decisões que deixam qualquer um a coçar a cabeça, mas lá está — no Oeste, o espírito folião não se deixa domar por datas certas ou pelo tempo. Senti logo ali um cheiro a maresia misturado com confettis fora de época ao pensar nisto, uma coisa estranha, mas curiosamente típica.

Enquanto isso, em Lisboa, a conversa é outra e passa pelos parquímetros. Carlos Moedas, num movimento que pretende modernizar a rotina lisboeta, quer acabar com as moedas nas máquinas. Adeus trocos perdidos no fundo da mala ou naquela procura desesperada por moedas de cinquenta cêntimos que nunca aparecem quando mais precisamos — enfim, é o futuro, ou talvez só mais uma app no telemóvel para gerir o estacionamento. A ideia é simplificar, embora me pergunte sempre se isto não cria mais uma barreira para quem não quer andar sempre agarrado ao digital.

E depois temos as outras notícias que o Misryoum vai apanhando pelo caminho. A política externa está num caos, com tensões que parecem não ter fim, e Portugal a olhar para as reformas com uma preocupação que cresce de dia para dia. É curioso como passamos do Carnaval em maio para o peso das ameaças globais como a Rússia ou a China num piscar de olhos, quase como se o mundo estivesse a tentar equilibrar o absurdo festivo com a gravidade da segurança nacional.

Entre mudanças nas representações da República nos Açores e a partida da cantora Kris Kopke, que marcou uma era, a vida continua a acontecer a ritmos desencontrados. É uma sensação de atropelo, percebe? A gente quer acompanhar tudo, mas as notícias acumulam-se de uma forma… bem, não muito organizada, na verdade.

No fim de contas, o que nos resta? Talvez o equilíbrio entre o sério e o ridículo. Se em Torres Vedras há festa, em Lisboa há parquímetros digitais e, pelo meio, o mundo continua a girar num eixo que, francamente, parece cada vez mais instável. Se calhar é só impressão minha, ou talvez o mundo esteja mesmo mais caótico — ou talvez eu é que precise de férias logo a seguir ao Carnaval de maio.

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